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Cultivares

Mombaça

O capim-mombaça (P.maximum) é originário da Tanzânia, África e foi lançado no Brasil pela Embrapa, em 1993, num trabalho conjuto com outras instituições.

  • Adaptação:

A cv. Mombaça, a exemplo de outras cultivares da espécie P. maximum são bastante exigente em fertilidade do solo, para que tenha seu pleno desenvolvimento recomenda-se o uso em regiões de solos com boa drenagem, com precipitação anual mínima de 800 mm bem distribuídos.

  • Resistência:

Apresenta boa resistência à cigarrinha-das-pastagens e possui resistência mediana ao carvão nas inflorescências.

  • Indicação:

Não se indica para sistema de pastejo contínuo devido a maior dificuldade de manejo quando empregado com outras cultivares, tendo melhor aproveitamento quando empregado em sistemas rotacionados. Pelo alto potencial produtivo é uma opção para utilização sob irrigação, produção de ensilagem e também para sistemas silvipastoris.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 300 a 350 pontos de VC/ha. 

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 2,0 cm, incorporando-se as sementes com grade níveladora ou com semeadora regulada para a profundidade recomendada.

Melhores resultados são obtidos, passando-se rolo após a incorporação, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

A cultivar Mombaça produz 33 t de matéria seca foliar/ha/ano com 13,4% de proteína bruta.

  • Manejo:

O manejo de estabelecimento consiste em realizar, no período entre 60 e 100 dias após a germinação, o pastejo da área em formação, utilizando alta lotação animal por curto espaço de tempo com a finalidade de diminuir a competição entre plantas e, principalmente, eliminar a maior parte das gemas apicais, provocando assim um perfilhamento mais intenso das plantas, proporcionando uma cobertura do solo melhor e mais rápida.

Tanzânia

A cultivar Tanzânia-1 foi coletada na Tanzânia, África. No Brasil foi lançada pela Embrapa, em 1990.

  • Adaptação:

A cultivar Tanzânia-1, dentre as cultivares de Panicum maximum, é uma das mais exigentes em fóforo (P) e potássio (K), principalmente na fase de implantação. Contudo, para que ocorra o rápido fechamento da vegetação e bom vigor no estabelicimento as doses de nutrientes devem ser baseadas na análise química do solo e com apoio de técnico capacitado para tal.

  • Resistência:

O capim-tanzânia-1 apresenta maior resistência às cigarrinhas-das-pastagens, especialmente dos gêneros Deois e Notozulia.

  • Indicação:

É indicada para pastejo contínuo, rotacinado e silagem.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 300 a 350 pontos de VC/ha.

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 2,0 a 5,0 cm, incorporando-se as sementes com grade níveladora ou com semeadora regulada para a profundidade recomendada.

Melhores resultados são obtidos, passando-se rolo após a incorporação, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

Avaliação em parcelas sob cortes manuais, o capim-tanzânia-1 apresenntou uma produção de 26 t/ha/ano de matéria seca foliar com 10 a 16% de proteina bruta na matéria seca.

  • Manejo:

A cv. Tanzânia é uma gramínea cespitosa, que deve ser manejada preferencialemnte sob pastejo rotacionado. Recomenda-se que o pasto seja manejado com altura de entrada de 70-75 cm e altura de saída de 30-35 cm. Aassegurando a manutenção da estrutura do pasto e bons níveis de produção animal.

Massai

A cultivar Massai é um híbrido espontâneo coletado na Tanzânia. 

  • Adaptação:

A cv. Massai, a exemplo de outras cultivares da espécie P. maximum, requer níveis médio a alto de fertilidade do solo na implantação, mas é a menos exigente em adubação de manutenção e persiste maior tempo em baixa fertilidade com boa produção sob pastejo. É entre as cultivares de P. maximim a mais tolerante ao alumínio do solo. A quantidade de corretivos e adubos deve basear-se na análise de solos.  

  • Resistência:

A cultivar Massai apresentou maior resistência à cigarrinha-da-pastagem do gênero Notozulia entreriana.

  • Indicação:

Pastejo rotacionado, que possibilita melhor controle do pasto e facilidade de menejo. Tem sua utilização empegada com sucesso na fenação, em razão da sua alta relação folha/colmo, e para uso em sistema silvipastoris. Além disso, também é uma forrageira recomendada para pastejo por equinos.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 300 a 350 pontos de VC/ha. A partir de fevereiro deve-se aumentar para 450 pontos de VC/ha. No caso de mistura com outras espécies, fazer uma proporção em torno 50% de cada uma.

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 2,0 cm, incorporando-se as sementes com grade níveladora ou com semeadora regulada para a profundidade recomendada.

Melhores resultados são obtidos, passando-se rolo após a incorporação, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

A cv. Massai apresentou uma produção de matéria seca de folhas em parcelas (15,6 t/ha), semelhante à cv. Colonião (14,3 t/ha), apesar do porte de apenas 60 cm de altura, em contraste com os 150 cm do Colonião, nas mesmas condições. A cv. Massai apresentou concentração de proteína bruta nas folhas (12,5%) e colmos (8,5%) semelhante à cv. Tanzaânia-1.

  • Manejo:

O primeiro pastejo deve ser realizado no período entre 60 a 100 dias após o plantio, estimulando o perfilhamento mais intenso das plantas. Contudo, diminuindo a concorrência entre plantas e, principalmente, eliminar a maior parte das gemas apicais.

Aruana

Gramínea perene de verão adaptada a região sul do Brasil. 

  • Adaptação:

Adapta-se muito bem a solos leves, friáveis bem drenados e profundos. Exige pluviométrica acima de 800 mm anuais.

  • Resistência:

Possui boa resitência á seca, ao frio, à cigarrinha das pastagens e média ao sombreamento, porém, não tolera encharcamento em excesso.

  • Indicação:

Sistemas de produção com ovinos, bovinos de corte e de leite e criação de cavalos.

Tem se apresentado bons resultados na ovinocultura por apresentar características interessantes ao sistema, tais como:

1) Porte médio, atingindo aproximadamente 80 cm de altura;

2) Grande capacidade e rapidez de perfilhamento;

3) Alta produtividade de forragem no invern, com 35 a 40% da produção anual ocorrendo na seca;

4) Arquitetura foliar aberta e ereta, típica das forragens cespitosas, propicia uma maior incidência de radiação solar e maior ventilação dentro do perfil da pastagem;

  • Taxa de semeadura:

Mesma quantidade exigida pelo Tanzânia-1 e Mombaça.

  • Profundidade de plantio:

Os melhores resultados são obtidos com o uso de rolo compactador que incorpora essas sementes em torno de 2,0 cm de profundidade e aumenta o cantato das mesmas com o solo, favorecendo a germinação.

  • Produção:

Pode variar de 18 a 21 toneladas de matéria seca/há/ano com 8 a 10% de proteína bruta na matéria seca.

  • Manejo:

Após 90 dias de germinação, faz-se o primeiro pastoreio com animais jovens, promovendo um corte até 30 a 40 cm de altura, para favorecer o perfilhamento e fortalecer o sitema radicular. Para um melhor aproveitamento da forragem no verão, recomenda-se que cada piquete seja subdividido com auxilio de cerca elétrica móvel, sendo movimentada em faixas, liberando-se 1/3 da pastagem a cada período de 3 a 5 dias.

Marandú

Capim-Marandu é uma cultivar de Brachiaria brizantha proveniente do Zimbábue (África). Lançada no Brasil em 1984, pela Embrapa Gado de Corte e Embrapa Cerrado. Gramínea de ciclo vegetativo perene, com hábito de crecimento cespitoso, folhas pouco pilosas da face ventral e glabras na face dorsal, bainha pilosas, inflorescências com até 40 cm de comprimento, com quatro a seis rácemos, obtendo o tamanho de touceiras em torno de 1,0 a 1,50 m de altura.

  • Adaptação:

Adapta-se muito bem a solos de média a alta fertilidade e requer uma precipitação anual em torno de 700 mm.

  • Resistência:

Apresenta sistema radicular bem profundo e vigoroso, o que reflete em boa tolerância à seca. Possui também, boa resistência ao frio, ao sombreamento e à cigarrinha das pastagens pertencentes aos gêneros Notozulia, Deois e Aeneolamia. Com exceção da região Norte do Brasil, este capim se constitui na melhor alternativa de gramínea forrageira resistente às cigarrinhas. Não tolera encharcamento e nem alagamento.

  • Indicação:

Adequa-se bem aos sistemas de manejo contíuo e rotacionado, podendo apresentar elevadas produção desde que manejada corretamente. Também apresenta características que as qualifica para o uso na ensilagem, diferimento, sistema silvipastoris e integração lavoura-pecuária (ILP).

  • Taxa de semeadura:

1) A lanço: no período normal, compreendido entre os meses de outubro a janeiro, deve-se usar 400 pontos de VC/ha. A partir daí, aumentar para 480 pontos de VC/ha.

2) Em linha: para o período normal, 300 pontos de VC/ha são suficientes. A partir daí, aumentar para 350 pontos vc/ha. No caso de consorciação com leguminosas, pode-se reduzir em torno de 20% a quantidade de sementes para ajudar o estabelecimento destas.

  • Profundidade de plantio:

Incorporar as sementes em torno de 2,0 a 4,0 cm com grade niveladora fechada. Assim como para as demais espécies, os melhores resultados são obtidos, passando-se rolo compactador após incorporação da semente ao solo.

  • Produção:

Produção variando de 8 a 20 toneladas de matéria seca/ha/ano. Sua composição média é de 9 a 11% de proteína bruta na matéria seca. Apresenta alta palatabilidade e cerca de 60% de digestibilidade in vitro.

  • Manejo:

O tempo de formação gira em torno de 90 a 120 dias após germinação e o primeiro pastoreio deve ser feito aos de 90 dias com gado leve (boi magro, garrotes). Nas áreas sob pastejo rotacionado a alturas de entrada de 25 cm (altura pré – pastejo) e altura de saída de até 10-15 cm (altura pós-pastejo). O primeiro pastoreio com gado leve é uma condição essencial para a boa formação das pastagens, pois é através dessa prática que se estimula a produção de perfilhos reprodutivos laterais e reduz-se a competição entre plantas, principalmente por luz.

Xaraés

A cultivar Xaraés é uma Brachiaria brizantha coletada no Burundi, África, e liberada pela Embrapa em 2003. Gramínea de ciclo vegetativo perene, cespitosa, de 1,5 m de altura, folha lanceolada e longa, com poucos pêlos, e de coloração verde-escura.

  • Adaptação:

Recomendada para solos de média a alta fertilidade, requer precipitação anual acima de 800 mm, sendo mais produtiva, porém, em precipitações anuais mais elevadas (1200 mm/ano). Difere das demais cultivares de B. brizantha, principalmente, por apresentar maior capacidade de rebrota e melhor relação folha/caule, o que reflete em melhor desempenho animal.

  • Resistência:

Apresenta sistema radicular bem profundo e vigoroso, o que faz com ela seja considerada a B. brizantha de maior tolerância à seca. Possui também, boa resistência ao frio e ao sombreamento. É susceptível à cigarrinha das pastagens e tolera encharcamentos médios de solo. Vale lembrar, no entanto, que essa gramínea não tolera alagamento de solo.

  • Indicação:

É indicada para pastoreio direto, fenação e rolão. Consorcia-se muitíssimo bem com estilosantes Campo Grande, calopogônio e guandu.

  • Taxa de semeadura:

1) A lanço: no período normal (outubro a janeiro), usar 400 pontos de VC/ha. Em outros períodos, aumentar a taxa de semeadura para 450 pontos de VC/ha.

2) Em linha: no período normal, usar 350 pontos de VC/ha. A partir de então, aumentar para 400. No caso de consorciação com leguminosas, pode-se reduzir em torno de 20% a quantidade de sementes para ajudar o estabelecimento das leguminosas.

  • Profundidade de plantio:

Mesma indicação da B. brizantha (Marandu) e B. decumbens. Apresenta maior velocidade de estabelecimento que as demais cultivares de B. brizantha por possuir maiores reservas nutricionais nas sementes.

  • Produção:

Produção variando de 20 a 30 toneladas de matéria seca/ha/ano. Sua composição média é de 9 a 12% de proteína bruta na matéria seca, com 60% de digestibilidade in vitro.

  • Manejo:

O tempo de formação gira em torno de 90 a 120 dias após germinação e o primeiro pastoreio deve ser feito aos de 90 dias com gado leve (boi magro, garrotes). Nas áreas sob pastejo rotacionado a alturas de entrada de 30-35 cm (altura pré – pastejo) e altura de saída de até 15-20 cm (altura pós-pastejo). O primeiro pastoreio com gado leve é uma condição essencial para a boa formação das pastagens, pois é através dessa prática que se estimula a produção de perfilhos reprodutivos laterais e reduz-se a competição entre plantas, principalmente por luz.

MG-4

Foi liberada comercialmente em 1994 pela Matsuda.

  • Adaptação:

Adapta-se em solos de média a baixa fertilidade. Apresenta tolerância a solos encharcados, requer precipitação anual acima de 800 mm.

  • Indicação:

Pode-se utilizar para pastejo direto e fenação, recomendado para animais de cria, recria e engorda.

  • Taxa de semeadura: 

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 400 a 450 pontos de VC/ha. A partir de fevereiro deve-se aumentar para 500 pontos de VC/ha. 

  • Profundidade de plantio:

 Incorporar as sementes em torno de 2,0 cm com grade niveladora fechada. Assim como para as demais espécies, os melhores resultados são obtidos, passando-se rolo compactador após incorporação da semente ao solo.

  • Produção:

Produção variando de 10 a 12 toneladas de matéria seca/ha/ano. Sua composição média é de 9 a 11% de proteína bruta na matéria seca.

  • Manejo:

O manejo do MG-4 em áreas de pastejo rotacionado, deverá ocorrer a cada 25 a 30 dias no máximo, durante a estação chuvosa e quente e de 45 a 50 dias no inverno (frio e seco), em ambos os casos de 1 a 5 dias de pastejo. Em área com adoção de pastejo contínuo procurar manter a vegetação com porte mínimo de 15 a 20 cm.

Decumbens

Gramínea de ciclo vegetativo perene e forma de crescimento decumbente.

  • Adaptação:

Adapta-se muito bem a solos de média a baixa fertilidades, requer precipitação anual acima de 800 mm. Nada impede que seja usada em solos de fertilidade mais elevada, pois é altamente responsiva a fertilização química. Porém, existem outras espécies mais produtivas, recomendadas para essas condições.

  • Resistência:

Por ter um sistema radicular bem profundo, resiste muito bem à seca. Apresenta média resistência ao frio, boa tolerância a sombreamento e baixa tolerância a solos encharcados. É altamente susceptível à cigarrinha das pastagens.

  • Indicação:

É indicada para pastoreio direto, para fenação e para fazer rolões, além de consorciar-se muitíssimo bem com estilosantes Campo Grande, calopogônio e guandu. Não é recomendado seu uso para ensilagem.

  • Taxa de semeadura:

1) A lanço: no período normal, compreendido entre os meses de outubro e fevereiro, recomenda-se 400 pontos de vc/ha. A partir daí, aumentar para 450 – 500 pontos de vc/ha.

2) Em linha: no período normal, recomenda-se 300 pontos de vc/ha. A partir daí, aumentar para 400 pontos de vc/ha. No caso de consorciação, reduzir cerca de 20% a quantidade de sementes da gramínea a fim de diminuir a competição entre plantas e, dessa forma, favorecer a leguminosa.

  • Profundidade de plantio:

Incorporar as sementes no máximo a 4,0 cm de profundidade. Essa incorporação pode ser feita após a distribuição das sementes em toda área com o uso de grade niveladora fechada ou apenas usar um rolo compactador. Pode-se ainda, optar pela combinação das duas técnicas, o que, em geral, apresenta resultados superiores.

  • Produção:

Sua produção média é estimada em cerca de 10 toneladas de matéria seca/ha/ano e composição de 7 a 9% de proteína bruta na matéria seca e 50 a 60% de digestibilidade in vitro. Possui boa palatabilidade.

  • Manejo:

No período normal de plantio, apresenta tempo de formação em torno de 90 dias. O primeiro pastoreio pode ser feito nessa fase, entre 90 e 100 dias após a germinação. Nesse momento as áreas sob pastejo rotacionado a alturas de entrada de 20-30 cm (altura pré – pastejo) e altura de saída de até 10-15 cm (altura pós-pastejo).

Para áreas com problemas de drenagem, ou onde haja incidência da síndrome da morte do braquiarão.

Llanero

Gramínea de ciclo vegetativo perene e crescimento estolonífero.

  • Adaptação:

Adapta-se muito bem a solos de média a baixa fertilidade e requer uma precipitação anual em torno de 1000 mm.

  • Resistência:

Possui alta resistência à seca, média ao frio e à cigarrinha das pastagens. Apresenta uma boa tolerância tanto ao somnreamento, quanto ao pisoteio.

  • Indicação:

É indicada apenas para pastoreio direto, pois não serve para fenação, ensilagem e rolões. Recomenda-se, sempre que possível, fazer mistura com B. decumbens e B. brizantha, no estabelecimento de pastagens de B. humidícola, com o objetivo de acelerar a cabertura do solo, diminuindo dessa forma a competição com invasoras. Essa mistura é bastante vantajosa pelo fato de suas sementes poderem apresentar algum grau de dormência, o que implica em maior tempo para formação completa de área.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 350 a 400 pontos de VC/ha. A partir de fevereiro deve-se aumentar para 450 pontos de VC/ha. No caso de mistura com outras espécies, fazer uma proporção em torno 50% de cada uma.

  • Profundidade de plantio:

Incorporar as sementes em torno de 3,0 com grade níveladora fechada após a total distribuição das mesmas na área. Melhores resultados são obtidos, passando-se rolo após a incorporação, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

Produz em média 10 toneladas de matéria seca/ha/ano, com composição aproximada de 8 a 12% proteína bruna na matéria seca. Apresenta boa disgestibilidade e palatabilidade média.

  • Manejo:

Por apresentar vários graus de dormência o crescimento inicial dessa gramínea é lento, exigi um manejo cuidadoso nos primeiros pastejos, para assegurar o bom estabelecimento da pastagem. O primeiro pastejo deve ser efetuado de forma suave para estimular o perfilhamento e enraizamento dos estolões. Sendo a alturas de entrada de 20 cm (altura pré – pastejo) e altura de saída de até 10 cm (altura pós-pastejo).

Humidícola

Gramínea de ciclo vegetativo perene e crescimento estolonífero.

  • Adaptação:

Muito rústico, adapta-se bem a solos de fertilidade média a baixa e ainda àqueles sujeitos a encharcamento. Requer uma precipitação anual em torno de 600 mm. 

  • Resistência:

Possui alta resistência à seca, média ao frio e à cigarrinha das pastagens. Apresenta uma boa tolerância tanto ao somnreamento, quanto ao pisoteio.

  • Indicação:

É indicada apenas para pastoreio direto, pois não serve para fenação, ensilagem e rolões. Recomenda-se, sempre que possível, fazer mistura com B. decumbens e B. brizantha, no estabelecimento de pastagens de B. humidícola, com o objetivo de acelerar a cabertura do solo, diminuindo dessa forma a competição com invasoras. Essa mistura é bastante vantajosa pelo fato de suas sementes poderem apresentar algum grau de dormência, o que implica em maior tempo para formação completa de área.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 350 a 400 pontos de VC/ha. A partir de fevereiro deve-se aumentar para 450 pontos de VC/ha. No caso de mistura com outras espécies, fazer uma proporção em torno 50% de cada uma.

  • Profundidade de plantio:

Incorporar as sementes em torno de 3,0 com grade níveladora fechada após a total distribuição das mesmas na área. Melhores resultados são obtidos, passando-se rolo após a incorporação, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

Produz em média 8,0 toneladas de matéria seca/ha/ano, com composição aproximada de 8 a 10% proteína bruna na matéria seca. Apresenta boa disgestibilidade e palatabilidade média.

  • Manejo:

Por apresentar vários graus de dormência o crescimento inicial dessa gramínea é lento, exigindo um manejo cuidadoso nos primeiros pastejos, para assegurar o bom estabelecimento da pastagem. O primeiro pastejo deve ser efetuado de forma suave para estimular o perfilhamento e enraizamento dos estolões. Sendo a alturas de entrada de 20 cm (altura pré – pastejo) e altura de saída de até 10 cm (altura pós-pastejo).

Ruziziensis

Gramínea forrageira de uso restrito, sendo utilizada principalmente em áreas de integraçãocom lavoura ou áreas de lavoura exclusiva, como cobertura de solo e produção de palhada.

  • Adaptação:

Adapta-se muito bem a solos de média a alta fertilidade e requer uma precipitação anual em torno de 900 mm.

  • Indicação:

É indicada para áreas de integração com lavoura ou áreas de lavoura exclusiva, como cobertura de solo, produção de palhada e fenação.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 400 a 450 pontos de VC/ha. A partir de fevereiro deve-se aumentar para 500 pontos de VC/ha. No caso de mistura com outras espécies, fazer uma proporção em torno 50% de cada uma.

  • Profundidade de plantio:

Incorporar as sementes em torno de 2,0 a 4,0 cm com grade niveladora fechada. Assim como para as demais espécies, os melhores resultados são obtidos, passando-se rolo compactador após incorporação da semente ao solo.

  • Produção:

Produção variando de 10 a 15 toneladas de matéria seca/ha/ano. Sua composição média é de 10 a 14% de proteína bruta na matéria seca.

BRS Zuri

A cultivar BRS Zuri é resultado de uma seleção massal em populações derivadas de Panicum maximum coletadas na Tanzânia, no leste da África.

  • Adaptação:

A cultivar BRS Zuri apresenta resposta à calagem e adubação similar a outras cultivares de Panicum maximum, tais como Tanzânia-1 e Mombaça, sendo recomendada para solos de média a alta fertilidade. As doses de nutrientes devem ser baseadas na análise química do solo e com apoio de técnico capacitado para tal.

  • Resistência:

A BRS Zuri mostrou-se resistente (por antibiose) às cigarrinhas-das-pastagens Notozulia entreriana, Deois flavopicta e Mahanarva fimbriolata, por determinar baixos níveis de sobrevivência ninfal em condições controladas. Quanto ao mecanismo de resistência (avaliado por danos), a BRS Zuri revelou-se moderadamente resistente.

Quanto às doenças, a BRS Zuri apresentou alto grau de resistência à mancha das folhas, causada pelo fungo Bipolaris maydis. A cultivar mostrou resistência mediana à cárie-do-sino, causada por Tilletia ayresii, o que pode comprometer a produção de sementes em condições ambientais favoráveis à doença. Assim como as outras cultivares da espécie, a BRS Zuri é suscetível ao nematoíde das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus), sendo considerada hospedeira.

  • Indicação:

É indicada para pastejo contínuo, rotacinado, integração lavoura e pecuaria silagem e fenação.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 350 a 400 pontos de VC/ha. A partir de fevereiro deve-se aumentar para 450 pontos de VC/ha. No caso de mistura com outras espécies, fazer uma proporção em torno 50% de cada uma. 

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 3,0 a 5,0 cm, incorporando-se as sementes com grade níveladora ou com semeadora regulda para a profundidade recomendada.

Melhores resultados são obtidos, passando-se rolo após a incorporação, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

Produção em média de 22 toneladas de matéria seca/ha/ano com 12 a 14% de proteína bruta na matéria seca.

  • Manejo:

A BRS Zuri é uma gramínea cespitosa, que deve ser manejada preferencialemnte sob pastejo rotacionado. Recomenda-se que o pasto seja manejado com altura de entrada de 70-75 cm e altura de saída de 30-35 cm. Este manejo promoveu bom controle do desenvolvimento de colmos e florescimento na Amazônia, assegurando a manutenção da estrutura do pasto e bons níveis de produção animal.

BRS Paiaguás

Brachiaria brizantha cv. BRS Paiaguás – CAMPEÃO DE PRODUTIVIDADE NO PERÍODO DA SECA.

  • Descrição da planta e resistência a pragas e doença

O capim Paiaguás é mais uma excelente opção para a diversificação de pastagens em solos de média fertilidade nos Cerrados. Foi selecionada com base na produtividade, vigor, elevado potencial de produção animal no período seco, com alto teor de folhas e bom valor nutritivo.

A grande vantagem da BRS Paiaguás é durante o período seco, quando apresenta maior acúmulo de forragem de melhor valor nutritivo, resultando em maiores ganhos de peso por animal e por área.

Produção de sementes, calagem e adubação.

A BRS Paiaguás é semelhante às demasi cultivares de B. brizantha, sendo recomendada para uso em solos de fertilidade média. Sua implantação exige saturação por bases (V%) entre 35%-40%. Na fase de manutenção, a reposição de Ca e Mg, por meio de calcário dolomítico, deve ser feita sempre que os teores de cálcio forem inferiores a 1,5 cmol/dm³ e quando de magnésio forem inferiores a 0,5 cmol/dm³.

Essa cultivar mostrou-se bastante responsiva a níveis de Fósforo no solo entre 3 a 5 mg/dm³ (Mehlich-1) em solos com teores de argila entre 35%-60%

Plantio

Em climas com estação chuvosa no verão, como a região Centro-Oeste, pode ser semeada desde meados de outubro até o final de fevereiro, sendo ideal de novembro a dezembro.

Para um bom estabelecimento, em boas condições de plantio, recomenda-se uma taxa de semeadura de 3,5 a 5,0 kg/ha de sementes puras viáveis, a uma profundidade de semeadura de 3 a 6 cm e incorporação com grade niveladora ou plantadeira.

  • Manejo:

Recomendado para as mesmas áreas das B. brizantha.

Os animais devem ser retirados quando o mesmo chegar a 30 cm do solo.

  • Produção:

Sua produção média é estimada em cerca de 8 a 15 toneladas de matéria seca/ha/ano e composição de 9 a 10% de proteína bruta na matéria seca.

  • Alternativas de uso

Recomendado como alternativa de pastagem para época da seca e também para produção de palhada em sistema de Integração Lavoura-Pecuária. Além das mesmas alternativas das cultivares BRS Piatã, Marandu e Xaraés, com grande diferencial no período da seca (estiagem).

  • Pontos Fortes
  • Sistema radicular profundo;
    • Boa adaptação em solos arenosos de média fertilidade;
    • Em avaliação com outras cultivares de Brachairia brizanthamostrou-se a mais produtiva no período seco.

BRS Tamani

A primeira cultivar híbrida lançada pela Embrapa resultado do cruzamento realizado pela Embrapa Gado de Corte a partir de 1992. 

  • Adaptação:

A BRS Tamani é uma opção para solos bem drenados, para diversificação de pastagens do bioma Cerrado. Apresenta baixa tolerância ao encharcamento do solo e, potanto, não é indicada para áreas sujeitas a alagamentos mesmo que temporários. Em condições de baixas temperaturas, apresenta maior persistência que as cvs. Massai e Tanzânia e semelhante à cv. Mombaça.

  • Resistência:

BRS Tamani mostrou-se resistente às ninfas das cigarrinhas-das-pastagens Notozulia entreriana, Deois flavopicta, Mahanarva fimbriolata sp.em nível comparável aos verificados nas cultivares resistentes Tanzânia e Massai, e moderadamente resistente aos danos causados pelas cigarrinhas adultas em nível comparável à cultivar Tanzânia.

Quanto às doenças, a BRS Tamani apresentou resistência intermediária à mancha das folhas, causada pelo fungo Bipolaris maydis, semelhante à cv. Mombaça.

  • Indicação:

Pastejo rotacionado, que possibilita melhor controle do pasto e facilidade de manejo. Sendo utilizado também no empego para produção de ensilagem, devido sua abundância de folhas e perfilhos. 

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 300 a 350 pontos de VC/ha. A partir de fevereiro deve-se aumentar para 450 pontos de VC/ha. No caso de mistura com outras espécies, fazer uma proporção em torno 50% de cada uma. 

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 2,5 a 5,0 cm, incorporando-se as sementes com grade níveladora ou com semeadora regulada para a profundidade recomendada.

Melhores resultados são obtidos, passando-se rolo após a incorporação, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

A cultivar BRS Tamani atingiu a produção de 15 ton/ha/ano de matéria seca foliar e composição 9 a 12% de proteína bruta na matéria seca.

  • Manejo:

A BRS Tamani é uma gramínea cespitosa, que deve ser manejada preferencialmente sob pastejo rotacionado, não permitindo altura de resíduo menor que 20-25 cm. As recomendações de manejo são parecidas com as da cultivar Massai, ou seja, sugerem-se períodos de descanso iguais ou menores que 28 dias no período das águas desde que os níveis de fertilidade do solo estejam adequados.

BRS Ipyporã

BRS Ipyporã – Híbrido de Brachiaria com elevada resistência às cigarrinhas e alto valor nutritivo.

A híbrida BRS Ipyporã (” belo começo” em guarani) é o resultado de um cruzamento  entre Brachiaria ruziziensis e B. brizantha desenvolvimento pela Embrapa em parceria com a UNIPASTO. Ela forma touceiras de porte baixo, prostradas e com elevado perfilhamento basal; tem colmos curtos e delgados de alta pilosidade nas bainhas; folhas lanceoladas e eretas com pilosidade nas duas faces.

  • Adaptação:

A BRS Ipyporã entra no mercado para suprir a demanda por uma cultivar de braquiária adaptada aos solos do cerrado, de alta qualidade, boa produtividade e manejo relativamente fácil, como o Marandu.

A BRS Ipyporã é recomendada para solos de fertilidade mediana, com saturação por base (V%) entre 35 e 40%. Ela mostrou-se bastante responsiva aos níveis de fósforo (P) no solo para produção de matéria seca total e de matéria seca foliar. Em um Latossolo Vermelho Distrófico e argiloso com 1,7 mg de P/dm³, a aplicação de 80 kg de P2O5/ ha elevou o fósforo para 2,8 mg/dm³ e a produção de matéria seca subiu de 4,7 para 8 ton/ha/ano. Embora com produções de massa menores que as cultivares Xaraés e BRS Paiáguas apresentam uma porcentagem de folhas e melhor valor nutritivo, independentemente dos teores de P no solo.

BRS Ipyporã não apresenta resistência a solos encharcados e, portanto, não pode ser recomendade para áreas com problemas de drenagem, ou onde haja incidência da síndrome da morte do braquiarão.

BRS Ipyporã é uma ótima alternativa para diversificar áreas hoje plantadas com as cultivares de B. brizantha cv. Marandu, Xaraés e BRS Piatã.

  • Resistência:

Os testes conduzidos com a BRS Ipyporã demonstraram o seu elevado grau de resistência por antibiose tanto às cigarrinhas típicas das pastagens, Notozulia entreriana e Deois Flavopicta,  quanto às Mahanarva sp.M. fimbriolata, ameaçadas mais recentes às pastagens brasileiras. Este novo híbrido retarda o desenvolvimento das cigarrinhas e reduz sua taxa de sobrevivência, confirmando-a como excelente alternativa para uso em áreas onde se contatam os danos causados por essas pragas.

  • Indicação:

Adequa-se bem aos sistemas de manejo rotacionado, podendo apresentar elevadas produção desde que manejada corretamente. 

  • Taxa de semeadura:

A recomendação para semeadura deste capim é a mesma da cv. Marandu e da BRS Piatã, 4 a 6 kg/ha de sementes puras viáveis.

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita em solo com bom preparo, ou em plantio direto, à profundidade de 2 a 6 cm. Esse procedimento de semeadura resultará em populações de 20 a 40 plantas/m², desejável para uma boa formação da pastagem.

  • Produção:

Produção média estimada cerca de 8 a 15 toneladas de matéria seca/ha/ano e composição de 9 a 11% de proteína bruta na matéria seca.

  • Manejo:

Os animais nos pastos de BRS Ipyporã apresentaram maiores ganhos médios diários em relação àqueles mantidos na cv. Marandu.

Ao proporcionar um elevado ganho diário por animal, a BRS Ipyporã contribui para reduzir a idade ao abate e, como consequência, obtém-se carne de melhor qualidade e com menor emissão de gases do efeito estufa. Pode ainda ser recomendada para as categorias de exigência nutricional mais elevada, tais como bezerros desmamados e vacas no terço final da gestação ou em lactação.

O primeiro pastejo pode ser dado aos 50 – 60 dias após a emergência das plantas. Este primeiro pastejo é importante, pois possibilita um melhor aproveitamento da forragem, estimula o perfilhamento basal e facilita o manejo da pastagem.

Para colheita mais eficiente e de forragem com melhor valor nutritivo, deve-se usar o pastejo rotacionado, com descanso variável determinado pelas alturas de entrada até 30 cm (altura pré – pastejo) e altura de saída de até 15 cm (altura pós-pastejo).

Visando uma pecuária mais rentável, de ciclo mais curto e com menor impacto ambiental ou a alimentação de animais de categorias mais exigentes, a BRS Ipyporã é uma ótima alternativa para a diversificação dos pastos nas regiões do cerrado.

BRS Quênia

A cultivar híbrida BRS Quênia vem para suprir a demanda por uma cultivar de P.maximum de porte intermediário e de fácil manejo. 

  • Adaptação:

A cv. BRS Quênia é indicada para uso em solos bem drenados de média a alta fertilidade, em todos os estados dos biomas Cerrados e Amazônia, com mais de 800 mm de pluviosidade anual e até seis meses de estação seca.

  • Resistência:

BRS Quênia tem alta resistência por antibiose às cigarrinhas Notozulia entreriana, Deois flavopicta, Mahanarva fimbriolata, Mahanarva sp. e revelou-se moderadamente resistente aos danos causados pelas cigarrinhas adultas, compatível ao tanzânia.

O BRS Quênia apresentou grau de resistência à mancha das folhas (Bipolaris maydis) superior ao tanzânia e semelhante ao mombaça e massai, porém inferior ao zuri.

  • Indicação: 

Podendo ser utilizada para pastejo direto, fenação, ensilagem e sistema ILP.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 300 a 350 pontos de VC/ha.

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 2,0 a 5,0 cm, incorporando-se as sementes com grade níveladora ou com semeadora regulada para a profundidade recomendada.

Melhores resultados são obtidos, passando-se rolo após a incorporação, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

A cultivar BRS Quênia atingiu a produção de 13,2 ton/ha/ano de matéria seca foliar e composição 10,6% e 11,8% (seca e água) de proteína bruta na matéria seca.

  • Manejo:

A BRS Quênia é uma gramínea cespitosa, que deve ser manejada preferencialmente sob pastejo rotacionado com entrada aos 70 cm e retirada dos animais com 35 cm de resíduo.

O primeiro pastejo deve ser realizado entre 50 e 60 dias após a emergência das plantas. Este primeiro pastejo possibilita um melhor aproveitamento da forragem, estimula o perfilhamento e facilita o manejo da pastagem.

O período de ocupação preferencial é de 3 a 6 dias.

BRS Piatã

Capim BRS Piatã é uma cultivar de Brachiaria brizantha e a primeira forrageira protegida lançada pela Embrapa, em 2006. Sendo mais uma opção para diversificação das pastagens.

O nome “piatã” é de origem tupi-guarani e significa fortaleza, sendo dado a essa cultivar pelas suas características de robustez e produtividade.

  • Adaptação:

Adapta-se muito bem a solos de média fertilida, bem drenados. Apresenta uma maior tolerância a solos com má drenagem que o capim-Marandu.

  • Resistência:

Possui boa resistência cigarrinha das pastagens pertencentes aos gêneros Notozulia entreriana e Deoi flavopictas, por um lado, e por outro, não foi constatada resistência à cigarrinha-da-cana-de-açúcar, Mahanarva fimbriolata, limitando sua utilização em área com hitórico de problemas com cigarrinhadesse gênero.

  • Indicação:

Pastejo direto ou rotacionado e palhada para plantio direto.

  • Taxa de semeadura:

Em regiões com estações chuvosas no verão, como no Centro-Oeste, o capim-piatã pode ser semeado desde meados de outubro até o final de fevereiro, sendo ideal de novembro a janeiro. Para um bom estabeleciemento, em boas condições para semeadura, recomenda-se uma taxa de semeadura de, no mínimo 4 kg/ha de sementes puras viáveis (valor cultural de 100%).

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 2,0 a 5,0 cm, incorporando com grade niveladora fechada. Assim como para as demais espécies, os melhores resultados são obtidos, passando-se rolo compactador após incorporação da semente ao solo.

  • Produção:

O capim-piatã apresenta boa qualidade e alta produção de folhas. Sua produção total média de forragem é de 9,5 t/ha de matéria seca ao ano com 57% de folhas. Trinta e seis por cento dessa produção se dá durante o periodo seco do ano, favorecendo o desempenho animal nesse período.

  • Manejo:

O sistema de manejo do capim-piatã é semelhante ao capim-marandu. Em pastejo continuo, a altura da pastagem deve permanecer entre 25 e 35 cm. Em pastejo rotacionado, a altura da pastagem deve ser de aproximadamente 40 cm no momento da entrada dos animais e de 20 cm na saída. Em solos de alta fertilidade recomendam-se 35 e 15 cm, respectivamente, para entrada e saída dos animais.

Andropogon

  • Adaptação:

É indicada para uso em solos ácidos e de baixa fertilidade e requer um precipitação anual acima de 400 mm.

  • Resistência:

Apresenta resistência ao ataque da cigarrinha das pastagens.

  • Indicação:

É indicada para pastejo direto e silagem.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio, para operações realizadas a lanço recomenda-se 550 pontos de VC/ha.

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 0,5 a 2,0 cm, passando-se rolo após a semeaduara a lanço, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

O Andropogon Gayanus atingiu a produção de 12 ton/ha/ano de matéria seca foliar e composição 4 a 10% de proteína bruta na matéria seca.

  • Manejo:

O Capim-Andropógon deve ser manejada preferencialmente sob lotação contínua, sempre manejando com altura entre 60 e 80 cm durante o período chuvoso. Contudo, tentando evitar que o inicío da seca esteja alto e com predominância de colmos, o que implicaria em uma reduzida relação folha/colmo.

Estilosantes

Stylosanthes capitata e Stylosanthes macrocephala

  • Adaptação:

O estilosante-campo-grande é recomendado para regiões de clima tropical, com pluviosidade anual mínima de 700 mm e máxima de 1.800mm, não se adaptando a locais sujeitos à ocorrência de geadas frequentes ou com umidade do ar e temperaturas altas o ano todo.

  • Resistência:

Apresenta elevado grau de resistÊncia à antracnose, principalmente doenças que afeta o gênero Stylosanthes no Brasil.

  • Indicação:

Consorciação com pastagem, fenação e adubação verde.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas em consórcios com gramíneas, a taxa de semeadura da leguminosa deve ser de 2 a 3,5 kg/ha de sementes puras viáveis (SPV), o que corresponde a 3 a 5 kg/ha de sementes com valor cultural igual ou superior a 72%.

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 1,0 a 3,0 cm, passando-se o rolo após a semeaduara a lanço, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

Produção:

O potencial de produção anual do estilosante-campo-grande solteiro é de 8 a 14 t/ha de matéria seca e de 300 a 700 kg/ha de sementes com casca e com composição de 15 a 17% de proteína bruta.

  • Manejo:

O critério para início do pastejo é a tendência da gramínea ao acamamento ou ao sombreamento acentuado da leguminosa. Áreas já estabelecidas com gramínea, deve-se iniciar o pastejo de 30 a 40 dias após a introdução leguminosa e de 40 a 50 dias após o plantio de pastagens novas. Gramíneas menos agressivas ou com baixa densidade de plantas, o primeiro pastejo pode ser prorrogado. Essa variação no prazo de início do pastejo se deve à espécie e cultivar da gramínea, fertilidade so solo, temperatura e umidade no período.