Mombaça

O capim-mombaça (P.maximum) é originário da Tanzânia, África e foi lançado no Brasil pela Embrapa, em 1993, num trabalho conjuto com outras instituições.

  • Adaptação:

A cv. Mombaça, a exemplo de outras cultivares da espécie P. maximum são bastante exigente em fertilidade do solo, para que tenha seu pleno desenvolvimento recomenda-se o uso em regiões de solos com boa drenagem, com precipitação anual mínima de 800 mm bem distribuídos.

  • Resistência:

Apresenta boa resistência à cigarrinha-das-pastagens e possui resistência mediana ao carvão nas inflorescências.

  • Indicação:

Não se indica para sistema de pastejo contínuo devido a maior dificuldade de manejo quando empregado com outras cultivares, tendo melhor aproveitamento quando empregado em sistemas rotacionados. Pelo alto potencial produtivo é uma opção para utilização sob irrigação, produção de ensilagem e também para sistemas silvipastoris.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 300 a 350 pontos de VC/ha. 

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 2,0 cm, incorporando-se as sementes com grade níveladora ou com semeadora regulada para a profundidade recomendada.

Melhores resultados são obtidos, passando-se rolo após a incorporação, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

A cultivar Mombaça produz 33 t de matéria seca foliar/ha/ano com 13,4% de proteína bruta.

  • Manejo:

O manejo de estabelecimento consiste em realizar, no período entre 60 e 100 dias após a germinação, o pastejo da área em formação, utilizando alta lotação animal por curto espaço de tempo com a finalidade de diminuir a competição entre plantas e, principalmente, eliminar a maior parte das gemas apicais, provocando assim um perfilhamento mais intenso das plantas, proporcionando uma cobertura do solo melhor e mais rápida.

Tanzânia

A cultivar Tanzânia-1 foi coletada na Tanzânia, África. No Brasil foi lançada pela Embrapa, em 1990.

  • Adaptação:

A cultivar Tanzânia-1, dentre as cultivares de Panicum maximum, é uma das mais exigentes em fóforo (P) e potássio (K), principalmente na fase de implantação. Contudo, para que ocorra o rápido fechamento da vegetação e bom vigor no estabelicimento as doses de nutrientes devem ser baseadas na análise química do solo e com apoio de técnico capacitado para tal.

  • Resistência:

O capim-tanzânia-1 apresenta maior resistência às cigarrinhas-das-pastagens, especialmente dos gêneros Deois e Notozulia.

  • Indicação:

É indicada para pastejo contínuo, rotacinado e silagem.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 300 a 350 pontos de VC/ha.

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 2,0 a 5,0 cm, incorporando-se as sementes com grade níveladora ou com semeadora regulada para a profundidade recomendada.

Melhores resultados são obtidos, passando-se rolo após a incorporação, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

Avaliação em parcelas sob cortes manuais, o capim-tanzânia-1 apresenntou uma produção de 26 t/ha/ano de matéria seca foliar com 10 a 16% de proteina bruta na matéria seca.

  • Manejo:

A cv. Tanzânia é uma gramínea cespitosa, que deve ser manejada preferencialemnte sob pastejo rotacionado. Recomenda-se que o pasto seja manejado com altura de entrada de 70-75 cm e altura de saída de 30-35 cm. Aassegurando a manutenção da estrutura do pasto e bons níveis de produção animal.

Massai

A cultivar Massai é um híbrido espontâneo coletado na Tanzânia. 

  • Adaptação:

A cv. Massai, a exemplo de outras cultivares da espécie P. maximum, requer níveis médio a alto de fertilidade do solo na implantação, mas é a menos exigente em adubação de manutenção e persiste maior tempo em baixa fertilidade com boa produção sob pastejo. É entre as cultivares de P. maximim a mais tolerante ao alumínio do solo. A quantidade de corretivos e adubos deve basear-se na análise de solos.  

  • Resistência:

A cultivar Massai apresentou maior resistência à cigarrinha-da-pastagem do gênero Notozulia entreriana.

  • Indicação:

Pastejo rotacionado, que possibilita melhor controle do pasto e facilidade de menejo. Tem sua utilização empegada com sucesso na fenação, em razão da sua alta relação folha/colmo, e para uso em sistema silvipastoris. Além disso, também é uma forrageira recomendada para pastejo por equinos.

  • Taxa de semeadura:

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 300 a 350 pontos de VC/ha. A partir de fevereiro deve-se aumentar para 450 pontos de VC/ha. No caso de mistura com outras espécies, fazer uma proporção em torno 50% de cada uma.

  • Profundidade de plantio:

A semeadura deve ser feita na profundidade de 2,0 cm, incorporando-se as sementes com grade níveladora ou com semeadora regulada para a profundidade recomendada.

Melhores resultados são obtidos, passando-se rolo após a incorporação, pois se aumenta o contato das mesmas com o solo, o que acelera o processo de intumescimento e germinação das sementes.

  • Produção:

A cv. Massai apresentou uma produção de matéria seca de folhas em parcelas (15,6 t/ha), semelhante à cv. Colonião (14,3 t/ha), apesar do porte de apenas 60 cm de altura, em contraste com os 150 cm do Colonião, nas mesmas condições. A cv. Massai apresentou concentração de proteína bruta nas folhas (12,5%) e colmos (8,5%) semelhante à cv. Tanzaânia-1.

  • Manejo:

O primeiro pastejo deve ser realizado no período entre 60 a 100 dias após o plantio, estimulando o perfilhamento mais intenso das plantas. Contudo, diminuindo a concorrência entre plantas e, principalmente, eliminar a maior parte das gemas apicais.

Aruana

Gramínea perene de verão adaptada a região sul do Brasil. 

  • Adaptação:

Adapta-se muito bem a solos leves, friáveis bem drenados e profundos. Exige pluviométrica acima de 800 mm anuais.

  • Resistência:

Possui boa resitência á seca, ao frio, à cigarrinha das pastagens e média ao sombreamento, porém, não tolera encharcamento em excesso.

  • Indicação:

Sistemas de produção com ovinos, bovinos de corte e de leite e criação de cavalos.

Tem se apresentado bons resultados na ovinocultura por apresentar características interessantes ao sistema, tais como:

1) Porte médio, atingindo aproximadamente 80 cm de altura;

2) Grande capacidade e rapidez de perfilhamento;

3) Alta produtividade de forragem no invern, com 35 a 40% da produção anual ocorrendo na seca;

4) Arquitetura foliar aberta e ereta, típica das forragens cespitosas, propicia uma maior incidência de radiação solar e maior ventilação dentro do perfil da pastagem;

  • Taxa de semeadura:

Mesma quantidade exigida pelo Tanzânia-1 e Mombaça.

  • Profundidade de plantio:

Os melhores resultados são obtidos com o uso de rolo compactador que incorpora essas sementes em torno de 2,0 cm de profundidade e aumenta o cantato das mesmas com o solo, favorecendo a germinação.

  • Produção:

Pode variar de 18 a 21 toneladas de matéria seca/há/ano com 8 a 10% de proteína bruta na matéria seca.

  • Manejo:

Após 90 dias de germinação, faz-se o primeiro pastoreio com animais jovens, promovendo um corte até 30 a 40 cm de altura, para favorecer o perfilhamento e fortalecer o sitema radicular. Para um melhor aproveitamento da forragem no verão, recomenda-se que cada piquete seja subdividido com auxilio de cerca elétrica móvel, sendo movimentada em faixas, liberando-se 1/3 da pastagem a cada período de 3 a 5 dias.

Marandú

Capim-Marandu é uma cultivar de Brachiaria brizantha proveniente do Zimbábue (África). Lançada no Brasil em 1984, pela Embrapa Gado de Corte e Embrapa Cerrado. Gramínea de ciclo vegetativo perene, com hábito de crecimento cespitoso, folhas pouco pilosas da face ventral e glabras na face dorsal, bainha pilosas, inflorescências com até 40 cm de comprimento, com quatro a seis rácemos, obtendo o tamanho de touceiras em torno de 1,0 a 1,50 m de altura.

  • Adaptação:

Adapta-se muito bem a solos de média a alta fertilidade e requer uma precipitação anual em torno de 700 mm.

  • Resistência:

Apresenta sistema radicular bem profundo e vigoroso, o que reflete em boa tolerância à seca. Possui também, boa resistência ao frio, ao sombreamento e à cigarrinha das pastagens pertencentes aos gêneros Notozulia, Deois e Aeneolamia. Com exceção da região Norte do Brasil, este capim se constitui na melhor alternativa de gramínea forrageira resistente às cigarrinhas. Não tolera encharcamento e nem alagamento.

  • Indicação:

Adequa-se bem aos sistemas de manejo contíuo e rotacionado, podendo apresentar elevadas produção desde que manejada corretamente. Também apresenta características que as qualifica para o uso na ensilagem, diferimento, sistema silvipastoris e integração lavoura-pecuária (ILP).

  • Taxa de semeadura:

1) A lanço: no período normal, compreendido entre os meses de outubro a janeiro, deve-se usar 400 pontos de VC/ha. A partir daí, aumentar para 480 pontos de VC/ha.

2) Em linha: para o período normal, 300 pontos de VC/ha são suficientes. A partir daí, aumentar para 350 pontos vc/ha. No caso de consorciação com leguminosas, pode-se reduzir em torno de 20% a quantidade de sementes para ajudar o estabelecimento destas.

  • Profundidade de plantio:

Incorporar as sementes em torno de 2,0 a 4,0 cm com grade niveladora fechada. Assim como para as demais espécies, os melhores resultados são obtidos, passando-se rolo compactador após incorporação da semente ao solo.

  • Produção:

Produção variando de 8 a 20 toneladas de matéria seca/ha/ano. Sua composição média é de 9 a 11% de proteína bruta na matéria seca. Apresenta alta palatabilidade e cerca de 60% de digestibilidade in vitro.

  • Manejo:

O tempo de formação gira em torno de 90 a 120 dias após germinação e o primeiro pastoreio deve ser feito aos de 90 dias com gado leve (boi magro, garrotes). Nas áreas sob pastejo rotacionado a alturas de entrada de 25 cm (altura pré – pastejo) e altura de saída de até 10-15 cm (altura pós-pastejo). O primeiro pastoreio com gado leve é uma condição essencial para a boa formação das pastagens, pois é através dessa prática que se estimula a produção de perfilhos reprodutivos laterais e reduz-se a competição entre plantas, principalmente por luz.

Xaraés

A cultivar Xaraés é uma Brachiaria brizantha coletada no Burundi, África, e liberada pela Embrapa em 2003. Gramínea de ciclo vegetativo perene, cespitosa, de 1,5 m de altura, folha lanceolada e longa, com poucos pêlos, e de coloração verde-escura.

  • Adaptação:

Recomendada para solos de média a alta fertilidade, requer precipitação anual acima de 800 mm, sendo mais produtiva, porém, em precipitações anuais mais elevadas (1200 mm/ano). Difere das demais cultivares de B. brizantha, principalmente, por apresentar maior capacidade de rebrota e melhor relação folha/caule, o que reflete em melhor desempenho animal.

  • Resistência:

Apresenta sistema radicular bem profundo e vigoroso, o que faz com ela seja considerada a B. brizantha de maior tolerância à seca. Possui também, boa resistência ao frio e ao sombreamento. É susceptível à cigarrinha das pastagens e tolera encharcamentos médios de solo. Vale lembrar, no entanto, que essa gramínea não tolera alagamento de solo.

  • Indicação:

É indicada para pastoreio direto, fenação e rolão. Consorcia-se muitíssimo bem com estilosantes Campo Grande, calopogônio e guandu.

  • Taxa de semeadura:

1) A lanço: no período normal (outubro a janeiro), usar 400 pontos de VC/ha. Em outros períodos, aumentar a taxa de semeadura para 450 pontos de VC/ha.

2) Em linha: no período normal, usar 350 pontos de VC/ha. A partir de então, aumentar para 400. No caso de consorciação com leguminosas, pode-se reduzir em torno de 20% a quantidade de sementes para ajudar o estabelecimento das leguminosas.

  • Profundidade de plantio:

Mesma indicação da B. brizantha (Marandu) e B. decumbens. Apresenta maior velocidade de estabelecimento que as demais cultivares de B. brizantha por possuir maiores reservas nutricionais nas sementes.

  • Produção:

Produção variando de 20 a 30 toneladas de matéria seca/ha/ano. Sua composição média é de 9 a 12% de proteína bruta na matéria seca, com 60% de digestibilidade in vitro.

  • Manejo:

O tempo de formação gira em torno de 90 a 120 dias após germinação e o primeiro pastoreio deve ser feito aos de 90 dias com gado leve (boi magro, garrotes). Nas áreas sob pastejo rotacionado a alturas de entrada de 30-35 cm (altura pré – pastejo) e altura de saída de até 15-20 cm (altura pós-pastejo). O primeiro pastoreio com gado leve é uma condição essencial para a boa formação das pastagens, pois é através dessa prática que se estimula a produção de perfilhos reprodutivos laterais e reduz-se a competição entre plantas, principalmente por luz.

MG-4

Foi liberada comercialmente em 1994 pela Matsuda.

  • Adaptação:

Adapta-se em solos de média a baixa fertilidade. Apresenta tolerância a solos encharcados, requer precipitação anual acima de 800 mm.

  • Indicação:

Pode-se utilizar para pastejo direto e fenação, recomendado para animais de cria, recria e engorda.

  • Taxa de semeadura: 

No período normal de plantio paras as operações realizadas a lanço recomenda-se de 400 a 450 pontos de VC/ha. A partir de fevereiro deve-se aumentar para 500 pontos de VC/ha. 

  • Profundidade de plantio:

 Incorporar as sementes em torno de 2,0 cm com grade niveladora fechada. Assim como para as demais espécies, os melhores resultados são obtidos, passando-se rolo compactador após incorporação da semente ao solo.

  • Produção:

Produção variando de 10 a 12 toneladas de matéria seca/ha/ano. Sua composição média é de 9 a 11% de proteína bruta na matéria seca.

  • Manejo:

O manejo do MG-4 em áreas de pastejo rotacionado, deverá ocorrer a cada 25 a 30 dias no máximo, durante a estação chuvosa e quente e de 45 a 50 dias no inverno (frio e seco), em ambos os casos de 1 a 5 dias de pastejo. Em área com adoção de pastejo contínuo procurar manter a vegetação com porte mínimo de 15 a 20 cm.

Decumbens

Gramínea de ciclo vegetativo perene e forma de crescimento decumbente.

  • Adaptação:

Adapta-se muito bem a solos de média a baixa fertilidades, requer precipitação anual acima de 800 mm. Nada impede que seja usada em solos de fertilidade mais elevada, pois é altamente responsiva a fertilização química. Porém, existem outras espécies mais produtivas, recomendadas para essas condições.

  • Resistência:

Por ter um sistema radicular bem profundo, resiste muito bem à seca. Apresenta média resistência ao frio, boa tolerância a sombreamento e baixa tolerância a solos encharcados. É altamente susceptível à cigarrinha das pastagens.

  • Indicação:

É indicada para pastoreio direto, para fenação e para fazer rolões, além de consorciar-se muitíssimo bem com estilosantes Campo Grande, calopogônio e guandu. Não é recomendado seu uso para ensilagem.

  • Taxa de semeadura:

1) A lanço: no período normal, compreendido entre os meses de outubro e fevereiro, recomenda-se 400 pontos de vc/ha. A partir daí, aumentar para 450 – 500 pontos de vc/ha.

2) Em linha: no período normal, recomenda-se 300 pontos de vc/ha. A partir daí, aumentar para 400 pontos de vc/ha. No caso de consorciação, reduzir cerca de 20% a quantidade de sementes da gramínea a fim de diminuir a competição entre plantas e, dessa forma, favorecer a leguminosa.

  • Profundidade de plantio:

Incorporar as sementes no máximo a 4,0 cm de profundidade. Essa incorporação pode ser feita após a distribuição das sementes em toda área com o uso de grade niveladora fechada ou apenas usar um rolo compactador. Pode-se ainda, optar pela combinação das duas técnicas, o que, em geral, apresenta resultados superiores.

  • Produção:

Sua produção média é estimada em cerca de 10 toneladas de matéria seca/ha/ano e composição de 7 a 9% de proteína bruta na matéria seca e 50 a 60% de digestibilidade in vitro. Possui boa palatabilidade.

  • Manejo:

No período normal de plantio, apresenta tempo de formação em torno de 90 dias. O primeiro pastoreio pode ser feito nessa fase, entre 90 e 100 dias após a germinação. Nesse momento as áreas sob pastejo rotacionado a alturas de entrada de 20-30 cm (altura pré – pastejo) e altura de saída de até 10-15 cm (altura pós-pastejo).

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